12 rounds – Teimosia ou perseverança?

Não é de hoje, que muitos pugilistas esticam suas carreiras, até que fique explícito de que a hora de parar chegou, mas se antes, muitos faziam para pagar as contas, hoje em dia é o ego que faz muitos passarem vergonha nos ringues. Alguns dos principais nomes das duas últimas décadas como James Toney, Evander Holyfield e o maior fenômeno da história do boxe, o americano Roy Jones Jr, insistem em continuar lutando, mesmo que há anos, apenas manchando as brilhantes carreiras que construíram.

           Toney antes e depois.

Derrotas contra adversários técnicamente muito mais fracos, dificuldades para manter a boa forma e até atitudes inesperadas, se tornam cada vez mais comuns para a maioria dos “veteranos” no boxe. James Toney que começou sua carreira lutando sempre com peso entre 71 e 73 quilos, fez sua última luta pensando 112 quilos, Holyfield que é conhecido como um dos maiores guerreiros de todos os tempos, usou de uma regra para desistir da luta e mesmo assim, não sair derrotado contra Sherman Williams no ano passado, e Roy Jones Jr, que foi sem dúvidas o principal pugilista em todas as categorias na fantástica década de 90, há tempos, é apenas mais um pugilista que vive do passado.

No ague:

E nos dias de hoje:

É claro que a idade em sí, não é um problema para lutar em alto nível, mas isso é para poucos. O melhor exemplo recente disso é Bernard Hopkins, que aos 46 anos, no ano passado, bateu o recorde de campeão mais velho de todos os tempos no boxe, com vitória incontestável contra Jean Pascal. Hopkins tem como grandes trunfos, a grande dedicação à parte física, técnica apurada e inteligência e malandragem para usar da melhor forma possível, seus atributos técnicos.

Talvez, assim como muitos assuntos polêmicos e antigos no boxe, como roubos históricos, lutas com números excessívos de rounds e grande dificuldade para realizar os grandes confrontos de cada geração, será necessária alguma tragédia como mortes, que foram constantes no passado, para que alguma providência seja tomada, porquê nem o mais iludido fã da nobre arte, espera a boa vontade de homens fortes no boxe, como o famoso Don King.